“Quero ter a liberdade de não ser perfeita”

“Quero ter a liberdade de não ser perfeita”

A musa e atriz Paolla Oliveira, contou durante entrevista que passou alguns desconfortos em trabalhos por causa da pressão estética. As revelações foram feitas para a Marie Claire, na participação no Power Trip Summit.

“Nas minhas redes sociais quis me mostrar como eu mesma, era um valor meu, queria só a liberdade de não ter que ser perfeita nas minhas redes […] Nunca tive vontade de voltar a usar Photoshop e filtros, porque me via mais natural nas minhas redes e percebia que meu entorno me modificava, porque as coisas escapam das nossas mãos em uma capa de revista, em uma campanha. Cheguei ao ponto de pedir para devolver meus volumes, minha perna, minhas dobrinhas. Estou muito satisfeita em não precisar me modificar”.

Ela contou que não acha justo ter que estar sempre perfeita e arrumada, até mesmo para reuniões, enquanto os homens mal passam um desodorante e já estão prontos. Ela ressalta do quanto é um privilégio ser quem a gente é.

“Caí nessa cilada de responder essas pessoas que falaram do meu corpo muitas vezes, menti até, para suprir coisas que nem precisava suprir. Como esses homens se preparam para a vida? Ninguém questiona isso para eles. A gente se arruma para uma reunião online, o cara no máximo passa desodorante […] Ninguém pode tirar nossa potência por causa da nossa aparência […]  Eu me sentia um rato, diminuída e quando emergi de tudo isso e encontrei um caminho que me libertava, ganhei uma vida forte para além da celebridade, do trabalho, que sou muito grata, mas a gente ser íntegra e com propósitos me fez chegar até aqui e fechar o ciclo de que sou todas as vertentes da minha vida. É um privilégio viver quem a gente é”.

Para finalizar, Paolla falou sobre a importância da autoconfiança e de não ficar a mercê de tantas críticas.

“Não tem caminho. Nada que eu possa falar para as pessoas seguirem. A maior estratégia para adquirir autoconfiança é o tempo, só que às vezes queremos que chegue mais rápido. Agora, olhando para trás, percebo que fui mais aberta para ouvir e usei tudo isso como ferramenta para me construir, saber o que me faz mal, o que me causa estranhamento. A autocrítica era enorme, eu achava que tinha que me sentir mal, porque devia alguma coisa, era menos que alguém, não deveria estar naquele lugar. Mas veio um ponto de autoconfiança através de várias mulheres e, por isso também, consegui conquistar mais a autoconfiança e não ficar à mercê das críticas”.

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